The Old Oak, filme de Ken Loach lançado em 2023, será exibido na France 5 na sexta-feira, 22 de maio de 2026, às 21h05. Apresentado em competição no Festival de Cannes 2023, este drama escrito por Paul Laverty acompanha a chegada de refugiados sírios a uma vila no nordeste da Inglaterra.
O Carvalho Antigo
Filme | 2023
Estréia nos cinemas: 25 de outubro de 2023
Exibição na France 5 : sexta-feira, 22 de maio de 2026 às 21h05
Drama | Duração: 1h53
De Ken Loach | Roteiro: Paul Laverty
Com Dave Turner, Ebla Mari, Claire Rodgerson
Nacionalidade: Reino Unido, França, Bélgica
TJ Ballantyne comanda o Old Oak, um pub fragilizado pelas dificuldades econômicas de uma antiga região mineira. A chegada de refugiados sírios à vila reacende as tensões locais, mas TJ aproxima-se de Yara, uma jovem migrante apaixonada por fotografia. Juntos, eles tentam reacender uma forma de solidariedade ao redor de uma cantina aberta aos moradores mais carentes, independentemente de suas origens.
The Old Oak continua o trabalho social de Ken Loach no nordeste da Inglaterra, depois de Moi, Daniel Blake e de Sorry We Missed You. O filme apoia-se num roteiro de Paul Laverty, colaborador fiel do cineasta, e em intérpretes em parte oriundos da região, para ancorar a narrativa num território marcado pelo fechamento das minas, pela precariedade e pela escalada das fissuras na comunidade.
O filme gira em torno do conceito de solidariedade, ilustrado pela frase"When you eat together, you pull together". Refugiados sírios chegam a uma aldeia no norte de Inglaterra, devastada pelo trágico colapso de uma mina local. A situação económica desastrosa da aldeia agrava-se com a chegada dos refugiados, exacerbando as tensões entre os habitantes locais e os recém-chegados.
No entanto, The Old Oak não é apenas um simples drama social. Ele destaca momentos de profunda humanidade, como quando a mãe de Yara leva comida a TJ durante uma provação pessoal. Essa cena ressalta o tema da partilha, um elemento-chave que une as pessoas no filme, com a bonita frase proferida "às vezes, na vida, não é preciso palavras, apenas comida".
Outro ponto alto de The Old Oak é a forma como o filme encara a religião. Yara, embora muçulmana, aprecia a beleza simbólica de uma catedral, revelando a universalidade da beleza e do sagrado. Aliás, TJ explica que a Catedral não pertence à igreja, mas aos seus construtores. Essa sequência evidencia a abordagem humanista do filme, mostrando que convivência pacífica e aceitação são possíveis mesmo diante das diferenças.
Apesar de um desfecho previsível, The Old Oak consegue tocar profundamente o coração dos espectadores. A obra de Ken Loach promete não apenas um sucesso de bilheteria, mas também estimular uma discussão séria e necessária sobre a acolhida aos refugiados e a integração.
Apresentado em competição em Cannes, The Old Oak recebeu a Menção Especial do Prêmio do Júri Ecumênico. Ken Loach segue, assim, uma filmografia marcada por relatos de solidariedade, lutas sociais e comunidades que enfrentam o abandono político.
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