Emmanuel Grégoire em Paris, Benoît Payan em Marselha, Josée Massi em Toulon, Guillaume Guérin em Limoges, Johanna Rolland em Nantes... No domingo, 22 de março de 2026, os franceses participaram do segundo turno das eleições municipais de 2026, elegendo seus prefeitos e as equipes municipais de suas cidades. No total, cerca de 35.000 prefeitos foram escolhidos entre 15 e 22 de março.
Esses representantes locais normalmente cumprem mandato de seis anos, salvo algumas exceções. Assim, prefeitos e vereadores deveriam permanecer em seus cargos até 2032. Mas, na prática...
É possível que o Ministério do Interior decida adiar as próximas eleições municipais para 2033, impondo assim um mandato de sete anos aos prefeitos. A razão? O calendário eleitoral francês, que deve ficar bastante sobrecarregado nos próximos anos.
Em 2027, os franceses voltarão às urnas, desta vez para eleger o próximo Presidente da República. O mandato presidencial tem duração de cinco anos. Em 2032, os eleitores terão que votar não só para o presidente, mas também para os prefeitos. Serão quatro eleições a serem organizadas, uma longa campanha eleitoral e a promessa de diversos desafios à vista, tanto para os organizadores e o classe política, quanto para o público, agora inundado de informações e programas eleitorais.
A solução seria adiar as eleições municipais em um ano. Uma estratégia já adotada no começo dos anos 2000: os prefeitos foram eleitos em 2001, uma eleição presidencial ocorreu em 2007, e assim os prefeitos permaneceram no cargo até 2008.
Por enquanto, nenhuma extensão de mandato foi oficialmente anunciada. Em uma entrevista ao Ouest France, em abril de 2025, o ministro Bruno Retailleau admitiu que a hipótese de um adiamento de um ano era provavelmente a mais provável, dizendo que «a solução do adiamento de um ano é sem dúvida a mais provável.» Caso não haja eleições presidenciais antecipadas até lá, o governo precisará encontrar uma alternativa para ajustar o calendário eleitoral de 2032.















