É oficial ... Miranda Priestly está de volta! E não, não é um sonho indentado de Chanel nº5. Quase duas décadas depois de impor regras duras às assistentes mal vestidas, o Diabo retorna... às telonas. Desde 30 de junho de 2025, as câmeras já estão em Nova York e enlouquecem os fãs. Elenco de cinco estrelas, trama, data de estreia ... aqui está tudo o que sabemos sobre este segundo capítulo tão aguardado.
Anote na agenda com um traço de delineador — O Diabo veste Prada 2 estreia nos cinemas, na França, no dia 29 de abril de 2026. Um retorno muito aguardado, orquestrado pelos estúdios Disney 20th Century, com a mesma equipe no comando: David Frankel na direção, Aline Brosh McKenna no roteiro — já responsável pelo texto do primeiro filme — e Wendy Finerman na produção. E, ao contrário do que alguns fãs poderiam ter pensado, essa sequência não vai adaptar o romance "Vingança em Prada" publicado em 2015, mas baseia-se em um roteiro 100% original, escrito sob medida para esse regresso em salto alto. Deixando as portas abertas para uma continuação à altura.
Não há sequência sem dream team! Meryl Streep volta a vestir luvas de couro gelado para interpretar novamente Miranda Priestly, enquanto Anne Hathaway e Emily Blunt retomam seus papéis icônicos de Andrea Sachs e Emily Charlton. Sem esquecer o inconfundível Stanley Tucci, alias Nigel, o estilista de faro lendário.
Mas espera, a primeira fila fica ainda mais cheia! Kenneth Branagh volta a interpretar o marido de Miranda Priestly, enquanto Tracie Thoms (a melhor amiga de Andy Sachs, Lily) reaparece. E já que desfile sem convidados não tem o mesmo glamour, Simone Ashley (Bridgerton), Lucy Liu (Kill Bill), Pauline Chalamet (The Sex Lives of College Girls), B.J. Novak (Vengeance), Justin Theroux (Mulholland Drive), Conrad Ricamora, Helen J. Shen, Caleb Hearon (Sam fait plus rire) e Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend) fazem parte do elenco. Menção especial para Lady Gaga, que pode interpretar o próprio papel ou aparecer como personagem coadjuvante, mas com um toque de mistério…
No campo amoroso, adeus Nate (Adrian Grenier) e Christian (Simon Baker). O novo pretendente de Andy em 2026 é Patrick Brammall (Glitch e Super Mães na Netflix).
O pitch? Runway balança, as vendas despencam, a imprensa impressa está em alerta por trás de seus ombros. Miranda, ainda no comando da revista, vê seu reinado ameaçado. À sua frente, Emily Charlton, a ex-assistente sobrecarregada, ganhou destaque e hoje comanda um poderoso grupo de luxo, cujo orçamento de publicidade é crucial para a sobrevivência de Runway.
Miranda vs Emily, round 2. Uma guerra de rainhas, em saltos de 15 cm, no coração de um mundo onde a moda se digitaliza e o poder se desloca. E Andrea Sachs nessa história? Seu papel ainda é mantido em segredo, mas já se dá para suspeitar que ela não serve mais cafés. Resta saber de que lado do ringue ela ficará, e o que ela se tornou nessa selva fashion em plena transformação.
Se o primeiro filme cristalizou a ambição dos anos 2000, em meio a montagens musicais, BlackBerry e bolsas Fendi, esta sequência se apresenta mais enraizada nos dilemas contemporâneos. A imprensa tradicional luta contra o algoritmo, as redes sociais redesenham as regras do poder, e a moda, por sua vez, tenta sobreviver num mundo de rolagens e curtidas — onde o diabo precisa se adaptar para continuar na Prada.
Um eco muito atual, ainda mais perturbador por coincidir com o saída de Anna Wintour, após 37 anos à frente da Vogue. La papesse da moda que inspirou o personagem Miranda Priestly, deixa a cena justamente quando seu alter ego ficcional volta a emergir.
Nossa opinião :
Ficamos empolgados, mas um pouco céticos com a ideia de reencontrar Miranda Priestly vinte anos depois; mesmo assim, não deixamos de curtir. O Diabo veste Prada 2 não tem mais o efeito de descoberta do primeiro filme, é claro, mas volta a encontrar o seu DNA: moda, provocações afiadas, situações de urgência, relações de poder e pequenos conflitos editoriais servidos em saltos altos.
Às vezes parece reviver o primeiro episódio, porém remixado na versão 2026. Andrea, mais madura, mais confiante, volta a orbitar Miranda após escolher o caminho do "jornalismo de verdade". Sua passagem pela Vanguard, o desligamento que a alcança, e depois seu retorno à Runway contam, acima de tudo, uma imprensa fragilizada, abalada pelo digital, que tenta se salvar sem ferir suas coberturas. As redes sociais estão presentes, mas nunca vampirizam a narrativa: o coração do filme continua sendo a criação, o jornalismo e a sobrevivência de uma revista num mundo que scrola mais rápido do que lê.
Miranda, sempre imperial — lábios comprimidos, olhos para o alto, snobismo lendário — aparece, contudo, mais vulnerável, quase sobreposta pelas novas regras de sua época. Sua corrida a um cargo de diretora global de conteúdo ecoa naturalmente o papel de Anna Wintour na vida real. Stuart, seu marido, que não tinha aparecido no primeiro filme, também ganha espaço, até tornar-se quase um personagem central, para dar ao enredo uma dimensão mais íntima, ou lembrar que mesmo a rainha da Runway não é infalível e precisa, mais do que nunca, de apoio.
O que realmente sustenta tudo é o prazer de rever o quartetto Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, sempre irresistíveis. Um reboot cuidadoso, é verdade, mas que parece mais capitalizar sobre sua lenda do que reinventá-la. Não falta quem note os vários easter eggs do primeiro filme: o clareamento dos dentes nos primeiros segundos, a cena do closet/relooking, as mecânicas familiares, e a trilha sonoros de Theodore Shapiro, com seus temas cativantes e reconfortantes que arrancam sorrisos com certeza. Os looks cumprem o papel. Os de Andrea, mais clássicos-chic do que realmente icônicos, ainda assim acompanham sua evolução: ela não precisa provar que pertence a esse mundo. O único arrepio fica por conta do momento de gloria de Nigel, há tanto tempo aguardado, que passa rápido demais.
No elenco, uma aparição de Lady Gaga ameaçava despertar curiosidade. Contudo, ela não é, de forma alguma, um momento marcante do filme; a sequência fica quase anecdótica.
E, por fim, essa ideia do pullover azul cerúleo… simples e engenhosa, como um último aceno para dizer que o ciclo está fechado.
Vemo-nos a 29 de abril de 2026 para o regresso mais chique, ácido e elegante do ano.
É tudo.















