Lançado em 1968, O Caso Thomas Crown é um filme que combina thriller, romance e policial, dirigido por Norman Jewison (No Coração da Noite) e roteirizado por Alan Trustman. Estrelado por Steve McQueen e Faye Dunaway, este clássico de assalto “elegante” chega ao catálogo da Netflix a partir de 1º de fevereiro de 2026.
Em Boston, Thomas Crown é um banqueiro milionário e divorciado que já não se diverte com o sucesso. Para redescobrir a adrenalina, ele planeja um assalto meticuloso e frio: sem sujar as mãos, ele recrut a cúmplices que não se conhecem e orquestra um roubo impecável, deixando a polícia sem pistas concretas.
O golpe é executado com uma precisão surpreendente, e Crown parte rapidamente, carregando seu saque rumo a um refúgio seguro. Mas a operação não passa despercebida e chama a atenção do seguro do banco, que envia ao local uma investigadora conhecida por sua determinação, Vicky Anderson. Entre o homem que acredita ter tudo sob controle e a profissional que não pretende recuar, a investigação vai se transformar lentamente em um duelo de inteligência, onde desejo e desconfiança caminham lado a lado.
Sem revelar seus detalhes, o filme cria uma atmosfera de tensão especial: a trama policial avança na mesma velocidade de um confronto mais íntimo, repleto de provocações, testes e disfarces. Thomas Crown não busca apenas escapar da justiça; ele quer descobrir até onde consegue levar seu próprio jogo, mesmo que isso signifique desafiar uma adversária capaz de vencê-lo no seu próprio terreno.
Produzido no final dos anos 1960, O Caso Thomas Crown marcou um marco do cinema de assalto “chic”, com uma direção que valoriza o estilo, os olhares e a estratégia mais do que a ação direta. Diversas cenas se tornaram clássicas, especialmente o jogo de xadrez entre McQueen e Dunaway, frequentemente citado por sua capacidade de condensaizar a combinação de poder e sedução em uma única estrutura.
O filme também se destaca pela sua trilha sonora: Michel Legrand recebe o Oscar de Melhor Canção Original em 1969 por “The Windmills of Your Mind”, que se torna um clássico do gênero, enquanto sua composição acompanha a narrativa como um contraponto melancólico à aparente perfeição do protagonista. Nos bastidores, Jewison pensou inicialmente em Anouk Aimée para o papel de Vicky Anderson, mas acabou escolhendo Faye Dunaway, cuja carreira decolou após Bonnie and Clyde.
O longa-metragem também representa um verdadeiro marco na história do cinema americano: Hal Ashby figura nos créditos como editor, antes de se tornar um dos nomes de peso do Novo Hollywood, e Walter Hill atua como assistente de direção, mais tarde assinando títulos como Driver ou 48 Horas. Outro aspecto frequentemente destacado é a icônica cena de beijo entre McQueen e Dunaway, filmada ao longo de vários dias, que ajudou a consolidar de forma duradoura o filme como uma referência do thriller romântico.
O tom é feito para os fãs de thrillers sofisticados, onde o suspense depende tanto da engenharia do assalto quanto da complexidade psicológica entre os personagens. Na essência, o filme se assemelha mais a um duelo de artimanhas sutis do que a uma produção de ação convencional, e sua sensação de elegância aliada a um roubo “conceitual” pode remeter a histórias de golpes modernos (sem, contudo, seguir seu ritmo acelerado), como Onze Homens e um Segredo.
A Farsa de Thomas Crown
Filme | 1968
Estreia no cinema: 11 de outubro de 1968
Disponível na Netflix a partir de 1º de fevereiro de 2026
Policial, romance, suspense | Duração: 1h42
De Norman Jewison | Com Steve McQueen, Faye Dunaway, Paul Burke
Título original: The Thomas Crown Affair
Nacionalidade: Estados Unidos
O filme ganhou uma nova versão em 1999, dirigida por John McTiernan, com Pierce Brosnan e Rene Russo, que trouxe uma atualização do duelo amoroso ambientado em um cenário de crime sofisticado, mantendo a essência de um jogo de inteligência de duas faces. A franquia também deve se expandir: um novo longa-metragem The Thomas Crown Affair, dirigido por Michael B. Jordan e programado para 2027, está em fase de produção, com uma trama centrada no roubo de um diamante guardado no palácio de Topkapi, em Istambul.
Com sua combinação de roubo meticulosamente planejado, romance sob tensão e uma estética visual refinada, típica da época, A Senhora de Shaftsbury permanece uma referência no cinema policial “elegante”, tanto pelo talento do seu elenco principal quanto por sua importância na história do gênero. Sua chegada ao Netflix reintroduz este clássico na cena do streaming, em um momento em que histórias de assaltos e duelos psicológicos continuam a influenciar o cinema contemporâneo.
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