O final de janeiro de 2026 trouxe uma excelente notícia para os apaixonados pelo patrimônio da Île-de-France. Durante sua comissão permanente de 29 de janeiro, a Região Île-de-France concedeu o título de « Patrimônio de Interesse Regional » a quatro novos locais. Criado em 2018, esse reconhecimento valoriza lugares que não estão protegidos como Monumentos Históricos, mas que possuem grande valor arquitetônico, histórico ou cultural para a região. Com essas novas distinções, agora são 247 os locais que recebem essa certificação.
Entre eles, destaca-se a Casa do Parque da Oseraie, nos Mureaux, nas Yvelines. Construída em 1874 pelo arquiteto Jules Saulnier, essa residência é um excelente exemplo do fascínio pela vida de lazer no século XIX. Naquele período, às margens do Sena, famílias buscavam refúgio para respirar ar puro e se conectar com a natureza, a apenas alguns quilômetros de Paris. A casa, cuidadosamente preservada, mantém a maior parte de seu charme original. Apenas a fechamento de sua varanda, no século XX, alterou levemente sua aparência.
No coração de um jardim público, esta villa pitoresca acaba de ser reconhecida como Patrimônio de Interesse Regional.
Situada em meio a um cenário de verde na Île-de-France, discretamente escondida por seus árvores centenárias, essa charmosa vila, tombada como Patrimônio de Interesse Regional, surpreende os passeantes ao vislumbrar um de seus recantos em um jardim público nos Yvelines. [Leia mais]
Em Chaville, na região dos Hauts-de-Seine, destaca-se a igreja Sainte-Bernadette. Construída entre 1961 e 1962 pelo arquiteto Robert Louard, ela representa uma faceta mais moderna do patrimônio local. Sua fachada é marcada por um impressionante muro de vitrais que colore a luz que penetra no interior. A estrutura de madeira, executada pelo mestre carpinteiro Raoul Vergès, além das obras de Danièle Fuchs e Robert Bonfils, conferem à construção uma forte presença artística. O edifício simboliza a renovação da arquitetura religiosa ocorrida na década de 1960.
Em Clamart, a igreja de São Francisco de Sales também entra na lista. Construída em 1933 sob a direção de René Lacourrège, ela surge no contexto de expansão urbana entre as guerras. Sua silhueta marcante compõe o cenário local, enquanto o interior preserva, entre outros elementos, dois vitrais criados pelos ateliers Barillet-Le Chevallier-Hanssen, nomes de destaque no vitral moderno. Este edifício representa um momento crucial na evolução arquitetônica da cidade.
Finalmente, em Argenteuil, no Val-d’Oise, o antigo templo luterano, construído em 1895 pelo arquiteto Augustin Rey, completa esta seleção. Sua arquitetura, organizada em torno de uma única nave e com um teto saliente, confere ao edifício um aspecto singular. No interior, chama atenção a impressionante tribuna escultural e os vitrais coloridos, não figurativos. O espaço revela aspectos da história religiosa e social de Argenteuil no final do século XIX.
Essas quatro novas denominações representam uma excelente oportunidade para redescobrir locais muitas vezes pouco conhecidos, mas que fazem parte da essência da região de Paris!
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No coração de um jardim público, esta villa pitoresca acaba de ser reconhecida como Patrimônio de Interesse Regional.


























