A tensão aumenta no BHV Marais. A frente sindical, reunindo CFDT, CFTC, CFE-CGC, CGT e SUD Solidaires, convoca os trabalhadores a se mobilizarem na sexta-feira, 11 de setembro, a partir das 15h, em frente ao grande Magazine parisiense, segundo franceinfo. O apelo, divulgado no dia 8 de setembro, ocorre num contexto financeiro já particularmente tenso para a rede.
Entre os principais pontos de atrito figura a mutualidade coletiva. Segundo a intersindical, as contribuições descontadas dos salários não teriam sido repassadas à seguradora desde o último trimestre de 2025, gerando o temor de suspensão da cobertura. Os representantes dos trabalhadores também apontam atrasos relacionados aos vales-refeição, aos recursos destinados às atividades sociais e culturais, bem como ao reforço do plano de poupança salarial. Eles exigem, agora, uma "transparência total sobre a tesouraria".
Da parte da direção, garante que a situação relativa ao plano de saúde complementar e aos vales-refeição ficará regularizada ainda nesta semana, enquanto os demais pagamentos devem ocorrer nas próximas semanas.
Essa nova mobilização ocorre em meio às dificuldades financeiras do BHV, que recebem atenção especial. A inspeção do trabalho suspeita que a empresa que opera a grande loja esteja em estado de insolvência e encaminhou uma denúncia às autoridades judiciais, conforme o parquet de Paris. A gestão contesta essa leitura e afirmou, neste verão, ter já reestruturado 80% de sua dívida.
O movimento ocorre também no momento em que o BHV tenta retomar suas atividades. A direção anuncia, sobretudo, a entrada ou o retorno de mais de 40 marcas, entre as quais Habitat, Flamant, France Canapé e Le Tanneur. Em paralelo, persiste um diferendo com o proprietário das paredes,Brookfield, em torno do pagamento de quase 23 milhões de euros em indenizações relacionadas à devolução de parte das áreas do edifício.
Para o movimento sindical, a questão já se afasta dos simples atrasos nos pagamentos: os representantes pretendem chamar a atenção das autoridades para o futuro da grande loja de departamentos e dos seus cerca de 700 trabalhadores.
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