Karaokê na TMC: Michèle Laroque e Claudia Tagbo em duo

Por Julie de Sortiraparis · Actualizado em 28 de setembro de 2026 às 11h48
Karaokê, a comédia de Stéphane Ben Lahcene com Michèle Laroque e Claudia Tagbo, será transmitida pela TMC em 2 de outubro de 2026 às 21h25.

Karaokê, a comédia de Stéphane Ben Lahcene com Michèle Laroque e Claudia Tagbo, vai ser exibida pela TMC na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, às 21h25.

Lançado nos cinemas em 2024, Karaoké acompanha Bénédicte, uma famosa soprano cuja carreira desmorona após uma festa regada a bebida. Enquanto atravessa uma fase difícil, ela conhece Fatou, uma camareira apaixonada por karaokê que lhe propõe formar uma dupla.

Fatou tem um objetivo claro: participar do grande campeonato nacional de karaokê. Ela aposta no domínio vocal de Bénédicte para evoluir, enquanto a cantora descobre um universo musical e social bem diferente daquele das cenas prestigiosas que ela frequentava até então.

O trailer de Karaokê

Escrito e dirigido por Stéphane Ben Lahcene, o filme parte da reunião de dois protagonistas que parecem ter tudo contra eles. Michèle Laroque interpreta a soprano Bénédicte, enquanto Claudia Tagbo dá vida a Fatou. O elenco inclui ainda David Mora, Sébastien Chassagne, Jochen Hägele e Victoria Monfort.

Através da preparação para o campeonato, a comédia coloca frente a frente o mundo da ópera com a cultura popular do karaokê. A narrativa também aborda segundas chances, amizade e preconceitos sociais, dando centralidade às canções e às performances do duo.

Nossa opinião sobre Karaoké :

O filme Karaoké, de Stéphane Ben Lahcene, chega como um sopro de ar fresco no cinema atual, unindo com brilhantismo o universo da ópera ao terreno mais popular do karaokê. No centro da comédia, conhecemos Michèle Laroque no papel de uma soprano de renome, cuja carreira ganha um novo rumo quando é obrigada a dividir seu talento com "o povo", longe dos palcos que lhe deram fama.
Essa queda abrupta, iniciada após um demissão motivada por excesso de bebida e palavras desafinadas, abre passagem para uma viagem iniciática e bem-humorada pela França profunda.

O filme se destaca pela energia contagiante e pela sua sinceridade comovente. O encontro entre a diva lírica e Fatou (Claudia Tagbo), uma empregada de quarto apaixonada por karaokê, rende momentos de pura comédia, especialmente no primeiro dueto desastroso ao som de Aux Champs-Élysées, revelando o choque entre culturas e universos musicais.
Essa dinâmica evolui para uma harmonia comovente, que atinge o auge em uma interpretação memorável de Dancing Queen no campeonato francês de karaokê, provando que a música é uma linguagem universal capaz de superar diferenças.

Um dos aspectos mais marcantes de Karaoké é a sua capacidade de brincar com os códigos formais do cinema para reforçar a mensagem. Movimentos de câmera e diferentes enquadramentos evidenciam a dualidade dos mundos que os protagonistas cruzam, enquanto cores e iluminação ressaltam os contrastes entre a vida luxuosa da ópera e a simplicidade acolhedora das noites de karaokê.
A direção de atores é especialmente bem-sucedida: Michèle Laroque e Claudia Tagbo entregam atuações cheias de autenticidade, e a cumplicidade entre elas acrescenta uma camada extra à amizade que começa a florescer.

Além do humor e da emoção, Karaoké carrega uma mensagem social sutil, questionando o papel da arte na sociedade e o olhar que lançamos sobre a cultura popular. Os diálogos, repletos de tiradas afiadas e momentos de pura comicidade, também sustentam essa reflexão, sobre preconceitos e barreiras sociais.

Karaoké é um filme de feel-good por excelência, que, através do humor e da música, fala de redenção, amizade e da capacidade da arte de unir as pessoas. Michèle Laroque, já reconhecida por papéis que mesclam gêneros — como em Ténor com MB14 — confirma neste trabalho seu talento como atriz engajada, capaz de transitar entre risos e emoção com uma desenvoltura marcante.

Karaoké é um filme comovente e profundamente humano, que reverbera tanto pelo conteúdo quanto pela forma. Lembra, com leveza mas sem simplificações, que a arte não conhece fronteiras e que rótulos sociais costumam ser mero verniz diante da força unificadora da música. Um hino à alegria, à música e à humanidade, para ser visto sem moderação.

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Informação prática

Datas e horário de abertura
No 2 de outubro de 2026

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