Johannes Roberts (47 Meters Down, Resident Evil: Welcome to Raccoon City) regressa com Primate, um filme de terror produzido pela Paramount Pictures e 18Hz. Co-escrito com Ernest Riera, o longa-metragem reúne Troy Kotsur, Johnny Sequoyah e Kevin McNally. Estreia prevista em França para 21 de janeiro de 2026.
Um grupo de amigos parte de férias para uma ilha tropical isolada para uma estadia de sonho. Rapidamente, a sua escapadela transforma-se num pesadelo quando descobrem que uma ameaça animal e primitiva espreita na selva. O que deveria ser uma aventura pacífica torna-se uma luta sangrenta pela sobrevivência.
Entre isolamento, medo e instinto, as personagens são levadas ao limite num confronto brutal onde a fronteira entre o humano e o animal se esbate gradualmente.
Produzido por Walter Hamada, John Hodges e Bradley Pilz, o filme foi rodado para a Domain Entertainment e a 18Hz. Johannes Roberts e Ernest Riera, que já tinham trabalhado juntos em 47 Meters Down, assinam um argumento original que mistura suspense e terror animal. O elenco inclui também Jessica Alexander, Victoria Wyant e Gia Hunter.
Nossa opinião sobre Primitivo
Primitivo, filme de terror dirigido por Johannes Roberts, deixa claro seu lugar na tradição do filme de criatura e do slasher animal, sem tentar esconder suas intenções. Com pouco mais de uma hora e meia, o diretor entrega uma narrativa enxuta, tensa, na qual um chimpanzé contaminado vira uma ameaça fora de controle. Sem discursos vazios, sem análises excessivamente aprofundadas: Primitivo avança direto ao ponto, com uma proposta simples mas rigorosamente executada, pensada sobretudo como uma experiência sensorial.
A grande força do filme está na sua efetividade imediata. Logo de início, Roberts conduz o público a um banho de violência direta e de tensão crescente. O ritmo, acelerado desde as primeiras cenas, quase nunca desacelera, aproveitando ao máximo sua duração relativamente curta. Em uma época em que muitos filmes de horror prolongam-se sem necessidade, Primitivo faz a escolha acertada pela concisão: cada cena tem uma função clara, cada aumento de tensão foi planejado para alimentar o próximo momento.
É impossível deixar de elogiar o trabalho impressionante na construção da criatura. O chimpanzé, vivido por Miguel Torres Umba com auxílio de efeitos práticos e próteses, apresenta um realismo impactante. A atenção dada à sua transformação física — olhares, postura, agressividade — acompanha perfeitamente o desenvolvimento da narrativa. À medida que a raiva toma conta dele, o corpo se transforma, tornando a ameaça cada vez mais palpável. Essa escolha por efeitos concretos, em detrimento do uso excessivo de CGI, confere ao filme uma textura orgânica e uma violência visceral raramente vista no gênero.
Claro, o roteiro permanece propositalmente minimalista. Os personagens humanos são mais esquissados do que aprofundados, e a trama nunca busca surpreender com voltas complexas na narrativa. Mas essa crítica comum merece uma ressalva: Primitivo não pretende ser nada além de um filme de horror compacto, visceral e sem firulas, completamente voltado ao impacto sensorial.
A simplicidade da história permite que o filme foque exatamente no que interessa — o aumento do medo, a coreografia da violência e a gestão do suspense — sem diluir sua força. A direção de Johannes Roberts demonstra grande destreza na arte do crescendo. As cenas mais brutais, às vezes bem explícitas, são cuidadosamente planejadas, e a violência, mesmo às vezes extrema, nunca é gratuita: ela serve à lógica do filme e ao seu prazer culpado. Os fãs de horror encontrarão aqui um espetáculo generoso, tenso, às vezes difícil, claramente direcionado a um público experiente.
Em resumo, Primitivo cumpre sua parte do acordo. Não tenta reinventar o gênero nem propagar uma mensagem profunda sobre a condição humana, mas assume com honestidade o seu papel como uma diversão visceral e nervosa. O filme é direcionado principalmente a espectadores amantes de terror com animais, slashers eficientes e emoções fortes. Quem busca um roteiro sofisticado ou personagens marcantes pode se manter distante, mas os entusiastas do gênero encontrarão aqui uma obra sólida, tensa e muito bem conduzida.
Primate
Filme | 2026
Nos cinemas a partir de 21 de janeiro de 2026
Terror – Horror | Duração: 1h29
De Johannes Roberts | Com Troy Kotsur, Johnny Sequoyah, Kevin McNally
Nacionalidade: Estados Unidos
Este thriller de terror mistura isolamento, medo e instinto numa luta primitiva onde sobreviver se torna a única regra.
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