A Boa Irmã, o primeiro longa-metragem de Sarah Miro Fischer, chega aos cinemas na França em 2 de setembro de 2026. O filme acompanha uma jovem confrontada com uma acusação de estupro dirigida ao seu irmão mais velho, com quem sempre manteve uma grande proximidade. Marie Bloching e Anton Weil dão vida a esse duo familiar abruptamente colocado diante de uma ruptura moral.
Rose ama o irmão Sam e mantém com ele uma relação de grande cumplicidade. Quando uma mulher acusa o jovem de estupro, Rose é chamada a testemunhar na investigação. Ela precisa confrontar o que sabe sobre o irmão com o relato da denunciante, sem conseguir ficar alheia a um caso que coloca em xeque a própria história da família.
O filme não assume, assim, a forma de uma investigação policial clássica. Sua narrativa concentra-se no círculo próximo ao homem acusado e nos mecanismos de lealdade, dúvida e negação que a acusação faz surgir. O depoimento de Rose torna-se uma escolha que envolve tanto o seu relacionamento com Sam quanto a sua capacidade de ouvir uma palavra que abala as suas certezas.
Marie Bloching e Anton Weil contam com a presença de Proschat Madani, Laura Balzer e Jane Chirwa. Sarah Miro Fischer escreveu o roteiro com Agnes Maagaard, optando pela relação entre um irmão e uma irmã para observar as consequências de uma acusação de violência sexual sobre um círculo familiar que acreditava conhecê-lo perfeitamente.
Em estreia mundial na seção Panorama da Berlinale 2025, The Good Sister é o filme de formatura da diretora na Academia Alemã de Cinema e Televisão de Berlim. O projeto já havia recebido dois prêmios profissionais no Festival de San Sebastián, ainda em fase de produção.
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