Metro 2039 ganhou uma nova apresentação durante o State of Play de 3 de setembro de 2026. Desenvolvido pela 4A Games e publicado pela Deep Silver, o FPS pós-apocalíptico chegará ao PC, PS5 e Xbox Series a partir de 4 de fevereiro de 2027. Esta sequência gravada para PS5 Pro mostra, de forma mais concreta, exploração, confrontos, gestão de equipamento e diversas mecânicas de sobrevivência do próximo episódio.
Na esfera do gameplay, Metro 2039 mantém os fundamentos da série, ao mesmo tempo em que introduz sistemas modernizados. O jogo valoriza uma progressão tensa, articulada em torno da exploração, de confrontos táticos e de uma interface integrada ao universo, com poucos elementos exibidos na tela. A jogabilidade parece pensada para manter uma pressão constante, entre fuga, combate corpo a corpo e gestão de armas às vezes defeituosas, em ambientes fechados que deixam pouco espaço para improvisação. 4A Games indica ainda que pretende enriquecer a narrativa ambiental, com zonas criadas para contar, pela própria encenação, fragmentos da história.
A nova apresentação alterna exploração, infiltração e confrontos em várias áreas do metrô de Moscou e da superfície contaminada. As imagens seguem The Stranger, o novo protagonista, enquanto se desloca entre túneis, edifícios em ruína e áreas irradiadas. O vídeo também destaca a variedade de ambientes, os mutantes, várias armas inéditas, bem como os sistemas de sobrevivência que acompanham toda a aventura.
Depois de Metro Exodus, que expandiu o horizonte da série, Metro 2039 volta ao metrô de Moscou, agora sob o domínio de um regime fascista que absorveu as antigas facções independentes. O jogador encarna The Stranger, novo protagonista da série, apresentado como um solitário assombrado por pesadelos violentos e obrigado a empreender um retorno perigoso a um lugar que jurou jamais revisitar. O estúdio esclarece que se trata do primeiro protagonista totalmente dublado da franquia, em um episódio apresentado como o mais sombrio até hoje.
Nossa prévia de Metro 2039:
Um jogo que tivemos a oportunidade de testar com antecedência, por algumas horas, durante uma preview para a imprensa. Para precisão, jogamos via NVIDIA GeForce Now, no PC. Você começa com uma cinemática que te coloca já dentro do clima, depois um tutorial rápido para recuperar sua arma, e vamos para a saída rumo à zona contaminada.
Nossa impressão:
Falando de gráficos, o título é bastante bonito e fluido, embora possa melhorar na qualidade. Um jogo que aproveita bem as configurações da sua máquina para a alegria dos olhos.
No aspecto de gameplay, ele é bastante complexo de pegar o jeito (principalmente para iniciantes ou para quem, como nós, não jogava a saga Metro há tempos…). É preciso economizar munição, evitar gastar demais as cápsulas do respirador e também fazer pausas para guardar munições e minikits no seu bolso/bolso do equipamento.
Com as mecânicas assimiladas, é preciso entender qual botão faz o quê, e um pequeno tutorial extra sobre esse tema não teria sido ruim. Mas o manejo continua, no conjunto, relativamente rápido.
Caso olhemos para o conjunto, o jogo é bem completo: recupera o melhor das mecânicas dos títulos Metro antigos (é nos potes velhos que se faz a melhor sopa…) e o título nos faz pensar com certa regularidade, na sua exploração, em um certo The Last of Us. Mas não vamos exagerar nas semelhanças… Porque Metro 2039 tem a sua identidade, pelo que vimos, e isso é algo bem precioso.
Pequena ressalva também sobre a mira, que parece pensada para quem está habituado a FPS, mas mesmo os novatos pegarão o jeito rapidamente (nossa memória muscular se adaptou em pouco tempo).
Pelo pouco que pudemos ver, Metro 2039 é um título muito promissor dentro do seu gênero, e certamente agradará aos fãs da franquia. Resta apenas esperar seu lançamento (ou testá-lo em diferentes eventos) para formar sua própria opinião!
Entre os elementos em destaque, 4A Games aposta no cuidado com a narrativa ambiental. Andriy "mLs" Shevchenko, diretor criativo, fala de "histórias estáticas" para descrever espaços moldados à mão, onde objetos, corpos e elementos cenográficos permitem aos jogadores reconstruir pequenas narrativas. Jon Bloch, produtor executivo, acrescenta: "Nada é pré-fabricado: tudo é único e enraizado no real", uma abordagem que traduz a vontade do estúdio de manter um mundo crível, denso e legível.
O estúdio também destaca a importância do seu motor proprietário, o 4A Engine, desenvolvido e enriquecido há mais de quinze anos. Jon Bloch explica assim: "O 4A Engine foi feito sob medida para criarmos os jogos que desejamos", lembrando que essa tecnologia deve permitir à equipe avançar nos aspectos visuais e técnicos. A apresentação também enfatizou a relevância do contexto de desenvolvimento: as equipes ucranianas da 4A Games explicam que a guerra mudou profundamente a direção do projeto. "Tudo o que planejávamos para este novo capítulo de Metro mudou", afirma Bloch, enquanto Shevchenko fala de uma abordagem guiada por "uma perspectiva decisamente ucraniana".
A exploração ganha também importância graças a novas ferramentas e a um sistema de progressão mais desenvolvido. Um maçarico de corte e cargas de arrombamento permitem abrir passagens ou esconderijos, enquanto uma lâmpada UV se soma à lanterna e à visão noturna para revelar certos indícios ou detectar mutantes. Os planos (blueprints) descobertos ao longo da exploração servem depois para fabricar novas armas, melhorar o equipamento ou reforçar elementos como o visor da máscara de gás ou a autonomia da bateria da mochila. A bancada de Metro Exodus também retorna para fabricar munições e filtros, limpar as armas para reduzir engasgamentos ou ainda modificar inteiramente a configuração delas. A gestão da sobrevivência permanece paralelamente muito presente, entre máscara de gás, filtros para monitorar, nível de radiação e equipamentos elétricos a manter em bom estado.
Os confrontos também evoluem com a chegada de novos mutantes e um sistema de combate mais voltado à adaptação. As criaturas passam a cooperar entre si para assediar o jogador e obrigá-lo a ajustar a estratégia o tempo todo. Entre as novidades está o "Shaton" (a grafia ainda não está fechada), um rifle pneumático silencioso que combina os princípios do Helsing e do Tihar dos episódios anteriores. Alimentado por projéteis artesanais feitos no próprio terreno, ele pode também receber modificações para disparar brocas mais raras, porém especialmente potentes e recuperáveis dos inimigos. 4A Games explica ainda que cada categoria de armas passa a ter um tipo de munição secundário, pensado para incentivar a experimentação de acordo com as situações encontradas. O estúdio, porém, pretende manter sensações de tiro pesadas e enraizadas, com combates rápidos, IA reativa e a mesma pressão constante típica de Metro quando os recursos começam a faltar.
Com essa nova apresentação, Metro 2039 revela de forma mais concreta a direção traçada pela 4A Games para este quarto título principal. Nos próximos meses, será possível explorar mais áreas, conhecer mais personagens e acompanhar mais sequências de gameplay antes do lançamento previsto para o 4 de fevereiro de 2027.
E para os demais trailers, é por aqui:
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