Um conto lírico entre amor impossível e transformação... Em Paris, a Ópera Nacional de Paris apresenta Rusalka de Antonín Dvořák, um ópera em três atos inspirado nos mitos aquáticos (incluindo A Pequena Sereia), exibida no Opéra Bastille, de 2 a 20 de maio de 2026. Criada em Praga em 1901, essa ópera é considerada uma das obras-primas do compositor tcheco e permanece até hoje como uma de suas produções mais encenadas nas principais casas de ópera ao redor do mundo.
A trama gira em torno de Rusalka, uma ninfa das águas que nasceu em um lago e sonha em abandonar sua natureza sobrenatural para se tornar humana, movida pelo amor por um príncipe. Para realizar seu desejo, ela busca a ajuda de uma bruxa, que aceita o desafio, mas a adverte sobre as consequências irreversíveis dessa decisão. O pacto exige que Rusalka perca sua voz, e qualquer desilusão amorosa a condenaria à uma condenação eterna.
Frequentemente associado ao conto A Pequena Sereia de Hans Christian Andersen, Rusalka constrói uma narrativa onde o fantástico se mistura à fatalidade. Dvořák apresenta uma escrita orquestral rica e detalhada, destacando as atmosferas aquáticas e noturnas. A partitura valoriza bastante os motivos recorrentes, que acompanham a evolução psicológica dos personagens e ressaltam a tensão entre dois mundos irreconciliáveis.
A música de Rusalka destaca-se por uma orquestração rica e detalhada, pensada para transportar o ouvinte às margens de rios, às profundas águas e aos ciclos da lua. Essa harmonia entre lirismo e sobriedade cria uma atmosfera sempre sonhadora, sem perder de vista a força dramática da história.
Para essa produção apresentada no Opéra Bastille, a direção cênica fica a cargo de Robert Carsen. O diretor propõe uma leitura visual que explora jogos de simetria, reflexos e duplicidades, fazendo uma conexão com a temática da água e a fronteira entre sonho e realidade. Essa abordagem tem como objetivo destacar o significado simbólico da história e as consequências de desafiar a ordem natural.
Com Rusalka, o Palais Garnier oferece uma nova oportunidade de redescobrir um dos óperas mais interpretados de Antonín Dvořák. Esta obra, que combina conto fantástico e drama lírico, mantém seu destaque no cenário internacional e atrai tanto os fãs do ópera romântica quanto aqueles que desejam se aproximar de um clássico do início do século XX.
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Datas e horário de abertura
De 2 de maio de 2026 a 20 de maio de 2026
Localização
Ópera da Bastilha
Place de la Bastille
75012 Paris 12
Informação sobre acessibilidade
Acesso
Linhas de metro 1, 5 e 8, estação "Bastille
Tarifas
Tarif par Catégories : €10 - €95
Site oficial
www.operadeparis.fr
Reservas
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