Tudo o que o amor pode fazer: drama sobre o câncer infantil no Funambule Montmartre

Por Julie de Sortiraparis · Actualizado em 6 de março de 2026 às 18h35
Tudo o que o amor pode fazer, peça inspirada no relato de Chloé Duperrin e dirigida por Cécile Parichet, estará em cartaz no Funambule Montmartre de 2 de março a 5 de maio de 2026.

O espetáculo Todo o amor pode fazer, adaptation do relato de Chloé Duperrin e encenação de Cécile Parichet, está em cartaz no Funambule Montmartre de 2 de março a 5 de maio de 2026. A peça é apresentada às segundas e terças às 19h ou 21h, dependendo da sessão. Produzida pelo grupo Les Wonderbiches, essa produção teatral se baseia num depoimento autobiográfico sobre a experiência de uma mãe diante do câncer do filho. Com duração de aproximadamente 1h20, o espetáculo reúne cinco atores em cena.

O relato narra a história de Soley, diagnosticada com câncer aos três meses de idade. Durante seus onze meses de vida, a criança está cercada pelos pais e pelas equipes médicas que a acompanham nos hospitais. Sua mãe, Chloé, compartilha essa experiência e o caminho do luto que se seguiu. A peça explora o cotidiano de uma família enfrentando a doença, ao mesmo tempo em que evoca os momentos de alegria compartilhados antes e durante a luta contra o câncer infantil. No centro da narrativa, a história ressalta a ligação entre luto e amor, apresentados como elementos essenciais dessa trajetória.

A encenação baseia-se numa construção dramática que alterna entre diferentes linhas do tempo. O percurso médico de Soley dialoga com memórias anteriores à doença e com os anos que sucederam ao desaparecimento da criança. No palco, a figura de Chloé é duplamente representada: uma atriz interpreta a mãe na altura dos acontecimentos, enquanto uma narradora relata a história com o olhar do tempo passado. Essa estrutura funciona como uma janela para mostrar tanto a experiência imediata quanto o processo de luto que se desenrola.

A cenografia explora a tensão entre presença e ausência. Soley é sugerida através de um lençol vazio manipulado pelos atores, permitindo insinuar a criança sem mostrá-la de forma direta. As mudanças de cenário – hospital, memórias familiares ou momentos de narrativa – são indicadas pelos deslocamentos dos intérpretes em um espaço cênico intencionalmente compacto. O palco é cercado por cordas, que remetem a um ringue de boxe, simbolizando a luta travada pela família contra a doença.

A elenco conta com Yelu Bao, Sarah Eskenazi, Marine Manec’h, Julien Massetti e Romane Noulé. A trilha sonora original é de Martial Briclot e acompanha a narrativa, alternando entre momentos de suspense e passagens mais leves. Segundo a proposta artística, esses momentos musicais criam pausas que realçam as lembranças felizes e os instantes de ternura que permeiam a história.

Por seu tema e narrativa, Tudo o que o amor pode tem como público-alvo principal um público adulto e adolescente sensível a relatos autobiográficos e às criações teatrais contemporâneas que abordam questões sociais e humanas. A peça pode despertar o interesse de espectadores curiosos por formas teatrais documentais ou por testemunhos apresentados no palco. Por abordar o câncer infantil e o luto, o espetáculo não é especialmente voltado para o público infantil mais jovem.

O espetáculo pode ser conferido no Funambule Montmartre até o 5 de maio de 2026.

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Informação prática

Datas e horário de abertura
De 2 de março de 2026 a 5 de maio de 2026

× Horários de abertura aproximados: para confirmar os horários de abertura, contactar o estabelecimento.

    Localização

    53 Rue des Saules
    75018 Paris 18

    Planeador de rotas

    Informação sobre acessibilidade

    Acesso
    Metro Linha 12 Lamarck-Caulaincourt Autocarro 60 e Montmartrobus Paragem Lamarck-Caulaincourt

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