Tutankhamon: seu túmulo e seus tesouros anuncia seu grande retorno a Paris, mais de um século após a descoberta do túmulo do famoso faraó por Howard Carter em 1922. A exposição se instala em Paris Expo Porte de Versailles, de 3 de julho a 6 de setembro de 2026, para uma nova edição concebida como uma imersão espetacular no Egito Antigo.
Descobrimos esta nova edição parisiense em pré-estreia, e o veredito é claro: a exposição é muito bonita. Visualmente, o percurso funciona bem, com uma cenografia sombria, dourada e imersiva, que valoriza as reconstituições sem soar como um simples alinhamento de objetos sob vitrine. É uma exposição a ser encarada como uma reconstituição espetacular do túmulo de Tutancâmon, e não como uma apresentação de peças originais.
Em um percurso de mais de 2.500 m², os visitantes descobrem uma reprodução fiel do túmulo de Tutancâmon, realizada sob a supervisão de egiptólogos. A exposição reúne cerca de 1.000 objetos reproduzidos, inseridos em seu contexto original para mostrar o túmulo como ele foi descoberto em 1922, com suas câmaras funerárias, seu mobiliário, suas estátuas, seus cofres, seus carroças de guerra, seus escudos cerimoniais, seus leitos funerários e seus objetos rituais.
Informação importante antes da visita: as peças em exibição não são os originais do tesouro de Tutankamon. Trata-se de reproduções realizadas sob controle científico, criadas a partir de arquivos, esboços, notas, fotografias de época e do estudo dos objetos preservados no Egito. Esse ponto é relevante, pois pode desapontar visitantes que esperavam ver os verdadeiros tesouros do faraó.
Mas essa limitação também traz uma vantagem bem prática: como os objetos são réplicas, são menos frágeis do que as peças arqueológicas originais. Assim, podem ser expostos de maneira mais acessível, com menos distância, menos dispositivos de proteção pesados e uma encenação mais imersiva. Observamos os detalhes de perto, circulamos ao redor de alguns conjuntos e entendemos melhor a disposição geral do túmulo.
A visita começa numa primeira grande sala de introdução, pensada para contextualizar. Lá podemos ver, entre outras coisas, uma reprodução da pedra de Roseta, algumas estátuas e painéis explicativos que situam o Egito Antigo, os hieróglifos e a redescoberta desta civilização ao longo da sua história.
O percurso segue agora para uma sala de projeção, com um filme de cerca de 8 minutos dedicado à descoberta do túmulo por Howard Carter em 1922. É uma boa entrada: o filme relembra o contexto das escavações, a importância da descoberta arqueológica e o caráter excepcional de um túmulo selado há quase 3.300 anos.
Após essa introdução, os visitantes descobrem uma sala que apresenta a estrutura do túmulo por meio de três grandes painéis: a antessala, a câmara funerária e a câmara do tesouro. Essa etapa permite entender a disposição dos espaços antes de entrar na grande sala de reconstrução, onde os objetos são exibidos segundo a lógica do sepulcro.
Chegamos então ao coração da exposição: uma grande sala imponente, com uma sequência de capelas, cofres, sarcófagos e reconstituições funerárias. É ali que o percurso ganha toda a sua dimensão, com uma cenografia sombria e dourada que realça as recriações e dá a impressão de uma descoberta gradual.
A sequência da sala reúne os tesouros funerários: mobiliário real, estátuas protetoras, leitos funerários, trono, leques cerimoniais, escudos, objetos rituais e carruagens. É uma das partes mais ricas do percurso, tanto pela imponência visual quanto pela densidade de informações.
Nossa dica: não venha achando que vai conseguir ver tudo rapidamente. O audioguia disponível dura cerca de 75 minutos de comentários, e seria pena fazer a visita apressadamente. Para aproveitar bem o percurso, observar as recriações, ouvir as explicações e experimentar as experiências imersivas, o ideal é reservar pelo menos 1h30 a 2h no local.
No fim do percurso, a exposição se estende com uma sala imersiva em 360°, onde paredes e chão ganham vida em torno do Egito antigo, de seus cenários e de sua mitologia. É um dos espaços mais fotogênicos da visita, mais contemplativo do que documental.
A saída passa também por uma experiência em realidade virtual. Nesta sala, os visitantes com um headset de VR são projetados para um universo virtual ligado ao antigo Egito. Os padrões visíveis no solo e nas paredes servem sobretudo como referências técnicas para a experiência: não é a sala em si que conta a história, mas aquilo que se vê dentro do headset.
A visita termina, por fim, na loja, instalada na saída, com livros, objetos decorativos, lembranças e produtos sobre o Egito Antigo e Tutankamon.
Na ocasião da abertura da exposição, o célebre egiptólogo também proferirá uma conferência excepcional intitulada Aventuras arqueológicas, no sábado, 4 de julho, às 17h, no Paris Expo Porte de Versailles. Durante cerca de cinquenta minutos, ele revisitará mais de cinquenta anos de pesquisas e abordará diversas grandes enigmas do Egito Antigo, desde Tutankhamon até Nefertiti, passando pelas descobertas do Vale dos Reis, pelas Grandes Pirâmides e pela Cidade do Ouro. Atenção: esta conferência será realizada em inglês, sem tradução anunciada.
Este teste foi realizado no âmbito de um convite profissional. Se a sua experiência for diferente da nossa, por favor informe-nos.
Datas e horário de abertura
De 3 de julho de 2026 a 6 de setembro de 2026
Localização
Paris Expo - Porte de Versailles
1 Place de la Porte de Versailles
75015 Paris 15































































