O 13 de novembro de 2026 é uma sexta-feira 13. Esse dia do calendário desperta reações divergentes: alguns enxergam um presságio positivo, outros, um mau presságio. O medo dessa data recebe até um nome, a paraskevidekatriofobia. Mas a fama dessa superstição deriva de crenças populares, cujas explicações se acumularam ao longo do tempo.
Uma hipótese com frequência defendida liga a sexta-feira — dia da Paixão de Cristo na tradição cristã — ao número de convivas da Ceia: Jesus e os seus doze apóstolos, totalizando treze pessoas. Judas está entre os doze apóstolos. Essa associação cultural, no entanto, não é suficiente para datar com precisão o nascimento de uma superstição única.
Em uma entrevista publicada por France Inter, a especialista em crenças populares Marie-Charlotte Delmas distingue as tradições associadas às sextas-feiras daquelas ligadas ao número treze. Ela situa essa associação de forma mais sistemática no século XIX. Portanto, é preciso distinguir as referências antigas de uma crença da difusão da forma que conhecemos hoje.
Por que essa data continua chamando a atenção? As pesquisas sobre crenças convidam a ir além de uma oposição simplista entre pessoas supersticiosas e não supersticiosas. Em uma entrevista publicada pela UQAM, o pesquisador Nicolas Boissière ressalta o caráter complexo e mutável da adesão às crenças. O mesmo símbolo pode ser levado a sério, encarado com distância ou simplesmente reapropriado como brincadeira.
Em Paris, essa data também pode servir de ponto de partida para conhecer o patrimônio: confira os lugares misteriosos para visitar e as crenças e lendas parisienses. As histórias contadas em torno dos monumentos pertencem ao folclore; elas não garantem nem sorte nem azar.
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