Ela oscilava, ela resistia, e agora renasce. Após meses de turbulência judicial e financeira, a Maison Gainsbourg finalmente encontra um novo fôlego. O tribunal de atividades econômicas de Paris aprovou a recuperação da administração do espaço emblemático por Avoda, uma empresa liderada por Philippe Dabi, próximo de Charlotte Gainsbourg. Uma decisão que encerra um verdadeiro drama, tão turbulento quanto o legado que busca preservar, como confirmou Le Figaro.
Aberta ao público em setembro de 2023, a casa do 5 bis da rua de Verneuil — um santuário intact onde Serge Gainsbourg viveu por vinte e dois anos até sua morte em 1991 — conquistou rapidamente sua audiência. Mais de 200 mil visitantes, um interior preservado no tempo, um selo de "Casa dos ilustres", além do apoio de entidades públicas e da Maison Saint Laurent. Porém, nos bastidores, os números indicavam dificuldades: previsão de cessação de pagamento já a partir de agosto de 2024 e, um mês depois, entrou em recuperação judicial. Apesar das turbulências, a Casa Gainsbourg permaneceu aberta e continuou recebendo visitantes.
No centro da crise, um duelo que virou batalha. Charlotte Gainsbourg, proprietária do imóvel, enfrenta seu ex-socio Dominique Dutreix, empresário do ramo imobiliário através da Coffim. A atriz revelou irregularidades financeiras e descontos não autorizados, deixando mais de um milhão de euros em dívidas com fornecedores. Agora afastado, Dominique Dutreix ainda nega as acusações e está envolvido em vários processos, incluindo um na esfera criminal por abuso de bem social, segundo BFMTV.
Quem assume o comando agora é Philippe Dabi – fundador do grupo de medicina diagnóstica Bioclinic e administrador do Paris FC – através de uma proposta de 850 mil euros que cobre todos os ativos. Charlotte Gainsbourg permanece bastante envolvida: o tribunal autorizou sua entrada no capital de uma nova sociedade criada justamente para conduzir a aquisição, de acordo com Le Figaro.
O local, com capacidade reduzida por decisão voluntária, permanece aberto ao público. A lenda continua — mais delicada, mas ainda pulsante.
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