Dirigido por James Mangold, Indiana Jones e o Relógio do Destino marca o retorno de Harrison Ford ao papel do lendário arqueólogo criado por George Lucas. Este é o quinto e último filme da saga iniciada por Steven Spielberg em 1981, um aventura de 2h34 produzida pelo Lucasfilm. Sua primeira exibição na TV aberta será na M6, na quinta-feira, 19 de março de 2026, às 21h10, conforme anunciado pelo material de imprensa da emissora. O elenco ainda conta com Phoebe Waller-Bridge, Mads Mikkelsen, Antonio Banderas e John Rhys-Davies.
A trama se passa em 1969. Depois de mais de uma década ensinando no Hunter College, em Nova York, o doutor Jones se prepara para se aposentar. Cansado pelas turbulências de uma época marcada pela corrida espacial e pelas tensões geopolíticas, ele tem seu passado despertado quando sua afilhada, Helena Shaw, o procura. Ela busca um artefato antigo que já havia sido entregue a Indy: o Cadrante de Arquimedes, uma relíquia supostamente capaz de localizar fissuras no tempo. O objeto rapidamente desperta a cobiça, especialmente de antigos cientistas nazistas que se reinventaram nos programas de pesquisa americanos.
Quando Helena pega o relógio para revendê-lo, Indiana Jones embarca numa perseguição que atravessa vários continentes. De Tânger à Sicília, o arqueólogo revive uma corrida contra o tempo repleta de perseguições, enigmas históricos e confrontos. Do outro lado, Jürgen Voller, interpretado por Mads Mikkelsen, tem o desejo de alterar o curso da História. O filme assim coloca seu herói envelhecido frente à questão do tempo, tema central deste último capítulo.
Iniciado no começo dos anos 2010, o projeto passou por várias reescritas e adiamentos, devido a divergências artísticas e à crise sanitária. Steven Spielberg, diretor dos quatro primeiros filmes, permanece como produtor executivo, enquanto James Mangold assume a direção e assina o roteiro ao lado de Jez e John-Henry Butterworth. Exibido fora de competição no Festival de Cannes 2023, o filme foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora em 2024, pelo trabalho de John Williams. Com um orçamento estimado em 300 milhões de dólares, é um dos capítulos mais ambiciosos da franquia.
As filmagens aconteceram no Reino Unido, nos estúdios Pinewood, além do Marrocos, Sicília e Escócia. O longa-metragem apresenta uma sequência de abertura que utiliza tecnologia de rejuvenescimento digital de Harrison Ford, baseada em imagens de arquivo coletadas desde a década de 1980. John Rhys-Davies retorna ao papel de Sallah, enquanto Antonio Banderas dá vida a Renaldo, um marinheiro e aliado de Indy. O jovem ator francês Ethann Isidore completa o trio principal.
Este quinto episódio segue a tradição dos filmes de aventura que combinam busca arqueológica e conflitos ideológicos. Ele remete ao imaginário de serials e histórias pulp, na esteira de Os Caçadores da Arca Perdida, ao mesmo tempo em que traz uma pegada mais sombria. Os fãs de sagas como A Múmia ou Benjamin Gates vão reconhecer os elementos clássicos da caça ao tesouro, agora explorados sob uma perspectiva que questiona transmissão, legado e memória.
Nossa opinião sobre Indiana Jones e o Dilema da Destinação :
O tão aguardado retorno do maior arqueólogo da história do cinema finalmente aconteceu! Sua última aventura foi em 2008, e a ideia de um quinto filme circula há anos. Desta vez, Steven Spielberg cede o lugar a James Mangold na direção, e, para mostrar que merece essa honra, o cineasta por trás de Logan e Ford vs Ferrari inicia o filme com toda força, logo na introdução! Em uma sequência de quase 25 minutos, Mangold nos apresenta uma verdadeira aula de direção, com uma demonstração técnica que é um verdadeiro espetáculo visual.
O ritmo é o grande diferencial deste quinto capítulo. Seja na direção ou no roteiro, fica claro o toque de Phoebe Waller-Bridge (Fleabag), que deixou sua marca no roteiro, além de interpretar com destaque a jovem pupila de Indiana Jones. O protagonista agora é um idoso, à beira da aposentadoria, quando essa jovem destemida surge em sua vida em busca do Quadrante do Destino, um artefato enigmático criado por Arquimedes há mais de 2.300 anos.
Uma curiosidade interessante é que, pela primeira vez, o arqueólogo (que continua cheio de energia e charme) não é mais o motor da ação. Ele acaba sendo recrutado—quase por acaso—por Helena, essa jovem audaciosa que remete ao Indiana do passado. Ela representa a nova geração, e Phoebe Waller-Bridge surpreende com um papel mais físico do que o habitual. Ela nunca tinha atuado assim, mas a ação combina perfeitamente com ela.
Há muito a ser dito sobre esse novo capítulo, que respeita a fórmula clássica sem parecer repetitivo. James Mangold traz novidades suficientes para renovar a franquia de forma revigorante, e isso faz um bem enorme! O filme reserva boas surpresas, e, mesmo um pouco longo, dificilmente deixamos de aproveitar. Ainda mais quando Mads Mikkelsen participa, com um papel de vilão de dar água na boca. Como sempre, o dinamarquês exala carisma, mesmo interpretando um cientista louco nazista.
Indiana Jones e o Cadran do Destino
Filme | 2023
Estreia nos cinemas: 28 de junho de 2023
Exibição na M6: 19 de março de 2026 às 21h10
Ação, Aventura | Duração: 2h34
Dirigido por James Mangold | Com Harrison Ford, Phoebe Waller-Bridge, Mads Mikkelsen
Título original: Indiana Jones and the Dial of Destiny
Nacionalidade: Estados Unidos
Neste último capítulo, a saga chega a uma conclusão que gira em torno da memória, da transmissão de conhecimentos e do encerramento de um ciclo heróico iniciado no começo dos anos 1980. Entre a fidelidade aos códigos do cinema de aventura clássico e as inovações tecnológicas, a obra mantém-se fiel à continuidade de uma franquia que conquistou e marcou profundamente o imaginário popular.
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