O Tango faz parte dos lugares míticos das noites LGBTQIA+ parisienses. Instalado na rue au Maire, no 3e arrondissement, este dancing do Marais tem mostrado há décadas musette, disco, variété et culture queer, com uma história marcada pelos baile popular, o encerramento devido à crise sanitária e uma reabertura muito aguardada.
Pode-se dizer que o Tango nunca foi uma casa como as outras. Por trás da fachada discreta do Marais, o salão guarda a memória de um Paris popular, muito antes de se tornar um dos pontos de referência LGBTQIA+ mais conhecidos da capital. O local reivindica uma história de bal-musette que remonta ao final do século XIX, numa época em que já se vinha aqui para dançar, reunir-se e deixar um pouco o mundo lá fora.
Nos anos 1980, o espaço muda de ritmo. O Tango abre-se às músicas salsa, caribenhas e africanas, atraindo um público mestiço, notívago e descolado. Em seguida, a partir do final dos anos 1990, a casa firma-se como La Boîte à Frissons, uma dança gay e lésbica de espírito leve, onde se pode passar de uma valsa para Dalida, de um madison a um hit disco.
A história recente do lugar quase chegou ao fim. Fechado em 2020, fragilizado pela crise sanitária e pela venda do prédio, o Le Tango acabou sendo salvo após a aquisição do edifício pela Prefeitura de Paris e sua retomada graças a uma vaquinha coletiva. A sua reabertura, em 10 de março de 2023, foi vivida como o retorno de um pedaço da noite parisiense pelos frequentadores do local!
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Localização
Tango (la Boîte à Frissons)
13, rue au Maire
75003 Paris 3
Site oficial
tangoparis.com



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