O aconteceu neste domingo, 1º de fevereiro no 8º distrito de Paris, marcando a entrada na Ao Novo do Cavalo. Fomos até lá para conferir de perto o que o evento preparou, com seus 600 artistas, seus 9 dragões, 15 leões e, novidade nesta edição, dois robôs que encantaram a rua durante a parada. Um evento gratuito que, mesmo com a chuva, conseguiu criar um clima de celebração contagiante ao longo do percurso.
O desfile partiu às 14h00 do canto da avenida George V, próximo do Fouquet's. Seguiu subindo os Champs-Élysées até o Arco do Triunfo, onde todas as apresentações aconteciam, e depois continuou pela avenida, formando um circuito. Uma garoa fina nos acompanhou durante uma parte do percurso, mas, honestamente, isso não conseguiu estragar o momento. Os espectadores, muitos ao longo do trajeto, se mantiveram firmes, com impermeáveis e guarda-chuvas à mão. As diferentes associações pararam diante do Arco do Triunfo, o que nos permitiu apreciar melhor o espetáculo e registrar o momento.
Este foi o momento mais aguardado desta edição, e eles estiveram presente de forma marcante. Os dois robôs desenvolvidos pela Unitree Robotics, pioneira chinesa na robótica quadrúpede e humanoide, em parceria com a INNOV8 Power, fizeram sua aparição antes do início do cortejo. Eles cumprimentaram o público e interagiram com os espectadores presentes, criando um instante de grande curiosidade. Ninguém conseguiu ignorá-los, e as crianças se encantaram ao vê-los em ação. Essa troca visual entre tecnologia de ponta e tradição milenar tornou esta edição especialmente única e memorável.
A dança do leão foi realizada pelos 15 integrantes da equipe LWS Pak Mei, fundada em 2011 por Benjamin Colussi. O destaque da apresentação foi a "Montanha Sagrada", composta por 16 bancos distribuídos em 3 mesas, atingindo uma altura de 2 metros do chão, e que deixou o público fascinado. Acompanhados por duas hastes de 5 metros, três leões saltaram com uma graciosidade impressionante sobre essas estruturas, um momento que despertou grande entusiasmo entre os espectadores.
De um lado, os 9 dragões gigantes movimentos pelos dançarinos da ACDECF e da Altervip criaram um espetáculo vibrante e cheio de cores ao longo do percurso. Essas criaturas, símbolos de boa sorte e prosperidade na cultura chinesa, deslizaram entre as chuvas e o público com muita leveza, ao som das percussões tradicionais.
A associação Les Temps du Corps promoveu uma bela demonstração de taichí tradicional chinês, reunindo entre 50 e 60 praticantes sob a orientação do mestre Ke Wen. No repertório: taichí quan, dança do taichí, taichí com leque, qigong, além de Qi Wu e Fuchen. Um momento de serenidade e concentração que trouxe um lindo contraste com a animação do restante do cortejo.
A companhia de Guizhou, formada por 50 membros da Associação de Empresas de Guizhou na França, desfilou usando trajes tradicionais das minorias Miao, Dong e Shui. Na primeira fila, os participantes vestiam roupas ricamente decoradas, enquanto as filas seguintes trajavam uniformes Miao para as danças tradicionais. Essas roupas festivas evidenciaram de forma bastante visual a riqueza cultural das províncias chinesas.
Para celebrar o Ano do Cavalo, foi apresentada uma dança de pantomima equestre mongol por cerca de 25 bailarinos da Associação de Ensino de Arte e Desenvolvimento Cultural sino-francesa e do Dance Studio Qu Qian. Os movimentos suaves, que remetem à corrida dos cavalos, trouxeram muita energia à festividade, um espetáculo que representa bem o simbolismo do cavalo na cultura chinesa.
A parada de Hanfu organizada pela Associação Mugua revelou trajes tradicionais Han, acompanhada de três danças rituais: o Yiwu, uma dança ancestral do Reino de Zhou, conhecida como "Terra dos Ritos" e que representa a riqueza da cultura cerimonial chinesa, além de "A Procissão das Divindades Florais", apresentada pelas doze divindades das flores. O cortejo marchou lentamente ao som de músicas tradicionais, destacando a elegância dessas roupas milenares.
A dança Ying ge, apresentada pela companhia "L'Éveil du Ying ge" e pela Amicale des Teochew en France, reuniu 30 bailarinos além de 8 crianças especialmente treinadas para o evento. Fundada em 2024, essa é a primeira companhia de dança Ying ge formada em Chaoyang, no Guangdong, a abrir espaço na Europa. Foi um momento emocionante ver essas crianças dançando ao lado de adultos, transmitindo a tradição de maneira tão vibrante e tocante.
O desfile é organizado em parceria por Groupe Barrière (desde 2022), LWS Pak Mei (desde 2022), Agência BORUI (desde 2024), Agência Codecom (a partir de 2025), a Associação ACDECF (a partir de 2025) e Altervip (2022, 2025). O evento conta com o apoio de Banco da China, da Fundação França China e do CCICF, além do respaldo institucional da Embaixada da República Popular da China na França, da Prefeitura de Paris e da administração do 8º arrondissement.
En resumo, apesar da chuva que apareceu do nada, o desfilie do Ano Novo Chinês 2026 nos Campos Elíseos conseguiu criar uma atmosfera festiva e acolhedora. Os robôs desempenharam bem o papel da novidade, os dragões e leões deram o seu espetáculo como de costume, e as troupes tradicionais ofereceram uma bela vitrine da riqueza cultural chinesa. Para quem perdeu essa edição, a próxima celebração do Ano Novo Lunar acontecerá nas próximas semanas, especialmente no bairro chinês do 13º arrondissement. Para acompanhar todas as festividades, confira o nosso guia completo no Sortiraparis ou a página oficial da Cidade de Paris.
Localização
Avenida dos Campos Elísios
Av. des Champs-Élysées
75008 Paris 8
Informação sobre acessibilidade
Acesso
Metro: Champs-Élysées-Clémenceau (linhas 1 e 13) Franklin D. Roosevelt (linhas 1 e 9) George V (linha 1) Charles de Gaulle-Étoile (linhas 1, 2 e 6)
Tarifas
Grátis
Idade recomendada
Para todos