Fomos conhecer as obras em pré-estreia, poucos dias antes da abertura, e é isso que o espera sob esses arcos imensos. Underline abre espaço no 372, rue de Vaugirard, no 15e arrondissement de Paris, sob as vias da Petite Ceinture. Onze arcadas, quase 2 000 m², uma exposição gratuita, uma loja de arte, oficinas e um café-bar com varanda: o programa desta manufacture créative é amplo, e o espaço está à altura. O fio condutor é evidente de imediato: aqui, a matéria passa à frente de tudo, tanto a dos muros quanto a das obras.
Estas abóbadas integram o património ferroviário da SNCF e sustentam a plataforma da antiga linha de cinturão. Datam do Segundo Império, entre 1852 e 1859, e atingem até oito metros de altura. Pedra, cal e betão bruto: a luz natural ali instala-se de forma diferente do que noutras zonas, e a sensação de volume impressiona já ao entrar.
O site permaneceu invisível da rua por décadas. Em junho de 2026, a SNCF Immobilier designou a empresa Gabius vencedora de seu chamamento de projetos, ao lado de um segundo site no 20º arrondissement, como anunciamos neste cet article sur les deux sites de la Petite Ceinture. O bairro, entre Convention e Porte de Versailles, ganha um verdadeiro espaço de convivência, a poucos passos da antiga estação de Vaugirard, reativada para os moradores.
Logo na entrada, a instalação de Kimiko Yoshida evoca a tradição japonesa da imagem laqueada, com laca e pó dourado aplicados aos seus autorretratos. Sajid Amiri, artista paquistanês convidado, molda retratos a partir de peças de metal reciclado. No espaço Terra, o fotógrafo Antoine Poupel leva-nos pelas estações japonesas, pela névoa e pelos bosques, numa cenografia deliberadamente minimalista.
Estamos prontos para sermos cativados pelas personagens de Jean-Yves Gosti, ferreiro e escultor, que constrói uma família imaginária a partir de chapas metálicas, granito e peças de metal, com rostos fracturados e surpreendentemente suaves. Mais adiante, Alëxone Dizac desconstrói a tela Jacquard com suas figuras coloridas, enquanto Blind, Brice Thevenot e David Cohen exploram a fragilidade humana, a escrita tátil e a memória dos espaços de cuidado.
A lista de técnicas reunidas oferece uma boa ideia do espírito do espaço: escultura, pintura,fotografiae, vídeo, arte cinética, cerâmica, serigrafia, cianótipo, gravura, vitrais, plumaria, fforja e bordado. É exatamente esse o desafio daUnderline, que explora a fronteira entre arte e artesanato e revela a matéria, a técnica e a mão por trás de cada peça.
A ideia aqui não é abrir uma galeria que pareça um café. Entramos, na verdade, num espaço de convívio onde a arte circula, onde dá para sentar, conversar e querer voltar. O café-bar abre-se para uma terraço de quase 200 m², com vinhos orgânicos, produtos de circuito curto e bebidas artesanais de produção francesa, incluindo uma limonada e uma cola vegetal. É de permanecer por ali após a visita, algo bem raro num espaço expositivo.
A loja de arte ocupa uma das abóbadas e reúne peças acessíveis assinadas por jovens criadores e artesãos: obras em pequenos formatos, serigrafias, litografias, prints, cerâmicas únicas e edições, complementadas por um espaço de livraria. Os futuros ateliês de artistas, pensados para receber residências, serão gradualmente revelados ao longo do ano.
No que diz respeito à programação, a equipa aposta na participação, com oficinas abertas a todos, formatos pensados para o público escolar e encontros mensais. O foco está mesmo na família: é possível vir conhecer a arte com os filhos, sentar-se para uma oficina de desenho e sair com algo feito. Eis o que se encontra no local:
Underline abre as portas para nós nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, no 372, rue de Vaugirard (75015), com a estação de metrô mais próxima sendo Porte de Versailles, a poucos minutos a pé da Convention. O espaço recebe visitantes às quartas-feiras, das 11h às 22h; de quinta a sábado, das 11h às 23h; e aos domingos, das 11h às 21h. Para a abertura, cai bem: as Journées du Patrimoine 2026 realizam-se nos dias 19 e 20 de setembro, oportunidade de descobrir estas abóbadas já no primeiro fim de semana.
O lugar é verdadeiramente impressionante, e o clima industrial continua acolhedor graças aos materiais crus e à luz natural das grandes janelas. Vale a visita, tanto pela exposição quanto pelo próprio prédio, que não se imaginava existir ali na rua Vaugirard. O formato gratuito também facilita a entrada, sem complicações.
Este novo espaço destina-se tanto aos curiosos de arte contemporânea quanto aos apreciadores de ofícios artísticos, às famílias em busca de um passeio de fim de semana no 15º arrondissement de Paris e àqueles que procuram um lugar para tomar um drink sem sair da exposição. Um ponto de atenção: o local acabou de abrir as portas, a programação de oficinas e encontros mensais está a ser estruturada semana a semana, portanto vale verificar os horários e as reservas antes de se deslocar em grupo.
Se o gênero lhe agrada, recomendamos também o Poush em Pantin, um imenso edifício onde trabalham centenas de artistas e que costuma abrir seus ateliês ao público, bem como o Ground Control no 12º arrondissement, outro antigo espaço ferroviário convertido em polo cultural e gastronômico. E para saber mais, fique ligado ou vá dar uma olhada já a partir de sexta-feira!
Datas e horário de abertura
De 18 de setembro de 2026 a 31 de dezembro de 2029
Localização
I’m ready to translate, but I don’t have the French text to work from—only the word “Underline.” Please paste the full French article (or the excerpt) you’d like adapted, and I’ll rewrite it in natural, idiomatic Portuguese while preserving structure and HTML tags.
372 Rue de Vaugirard
75015 Paris 15
Planeador de rotas
Tarifas
Grátis
Idade recomendada
Para todos







































