A coroa da imperatriz Eugénie no Museu do Louvre: sua história e suas singularidades

Por Cécile de Sortiraparis · Actualizado em 5 de fevereiro de 2026 às 18h01 · Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 11h45
Ela foi destaque nas manchetes nos últimos meses: a coroa da imperatriz Eugénie foi roubada do Museu do Louvre em outubro de 2025. Conheça a história deste tesouro que faz parte da herança francesa.

Em outubro de 2025, o Museu do Louvre foi vítima de um assalto audacioso: os ladrões fugiram levando oito joias de valor histórico incomensurável, entre elas um diadema, um colar de esmeraldas, uma broche e um par de brincos... Os criminosos também tentaram furtar a coroa da imperatriz Eugénie. Durante a fuga, eles quebraram e deixaram cair essa peça emblemática, que atualmente está em restauração.

Aliás, você conhece esse tesouro imperial que ocupa uma sala no Museu do Louvre desde 1988? Esta coroa foi criada para uma ocasião muito especial, pelos artesãos joalheiros Alexandre-Gabriel Lemonnier, em 1855.

Para impressionar o mundo e demonstrar a grandeur e a riqueza da França, o imperador Napoleão III decide investir na Exposição Universal realizada em Paris em 1855. Para isso, ele convoca Alexandre-Gabriel Lemonnier, encarando-o a missão de criar duas novas coroas: uma para si e outra para sua esposa, a imperatriz Eugênia.

Para criar essas novas peças, o joalheiro e inspetor dos Diamantes da Coroa, Adolphe Devin, selecionou diamantes e esmeraldas. A coroa da imperatriz possui 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. As arcas são em ouro cheamente trabalhado, representando águias de longas asas, símbolo do Império e das vitórias militares desde Napoleão I. Esta coroa era um símbolo do esplendor do Segundo Império e da maestria dos artesãos franceses.

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© Thomas Clot

Em 1870, com a queda do império, o casal imperial exila-se no Reino Unido. Eugénie consegue, porém, recuperar sua coroa ao retornar, em 1875. Durante a Terceira República, a coroa de Napoleão III é derretida e as joias vendidas. Eugénie mantém sua coroa até seu falecimento, em 1920. Posteriormente, ela é doada à princesa Marie Clothilde Napoléon. Em 1920, essa coroa é leiloada e adquirida pelo Museu do Louvre.

Esta coroa é uma peça singular na história da França: o país possui apenas três coroas que tiveram pertencimento real. As coleções nacionais também guardam a chamada coroa de Carlos Magno — feita para a coroação de Napoleão I em 1804 — e a coroa de Luís XV, cujo diamantes foram substituídos por réplicas após seu ascenso ao trono. A coroa da imperatriz Eugênia é, portanto, um tesouro de grande valor entre as joias da Coroa de França.

O Museu do Louvre garante que essa coroa imperial poderá ser totalmente restaurada. A instituição não informou se a peça será exibida ao público logo após o restauro.

Informação prática

Site oficial
collections.louvre.fr

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