Logo lendemain da guerra de 1870, numa Paris devastada onde o acesso à água potável virou um luxo para os mais pobres, nasceu este projeto. Sir Richard Wallace, um filantropo britânico milionário apaixonado pela capital, decidiu doar à cidade dezenas de fontanários, financiados por seu próprio bolso.
Projetadas pelo escultor Charles-Auguste Lebourg e instaladas desde 1872, essas fontes tinham um objetivo claro: oferecer gratuitamente água limpa e filtrada a todos os moradores, ao mesmo tempo em que contribuíam para embelezar os bairros populares.
Descubra as fontes Wallace mais originais de Paris
Quer seja um turista ou um parisiense, é provável que já se tenha cruzado com uma fonte Wallace! Para comemorar o seu 150º aniversário, convidamo-lo a conhecer algumas das fontes mais emblemáticas e originais da capital, com as suas histórias fascinantes! [Leia mais]
A Fonte Wallace é uma verdadeira escultura de valores morais. Observe atentamente: as quatro cariátides (estátuas de mulheres) que sustentam o cúpula não são iguais. Cada uma delas simboliza uma virtude fundamental: a Bondade, a Caridade, a Moderação e a Simplicidade.
Ao posicionar esses símbolos no coração da cidade, Wallace desejava que o ato de beber se tornasse um momento de dignidade. Sua disposição de costas uma para a outra também permitia contemplar a fonte de todos os ângulos, transformando-a em uma obra de arte total, perfeitamente integrada ao urbanismo de Haussmann.
Originalmente, as fontes tinham copos de ferro tinido presos por correntes. Eles foram removidos em 1952 por motivos de higiene, mas o espírito permaneceu. Hoje, com a conscientização ambiental nos levando a abandonar o plástico, as fontes Wallace vivem uma segunda juventude.
Elas deixaram de ser simples vestígios do passado para se tornarem protagonistas do desenvolvimento urbano sustentável, operando de primavera a outono para refrescar e hidratar tanto os parisienses quanto os turistas.
Sabia que: porque é que este verde escuro se tornou a cor emblemática do mobiliário urbano em Paris?
Descubra porque é que os bancos, as fontes e os quiosques parisienses ostentam este famoso verde escuro: uma homenagem à natureza, uma harmonia visual, uma modernização ao estilo Haussmann e uma assinatura da identidade da capital. [Leia mais]
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