Todos os dias, milhares de caminhantes percorrem as margens do Sena e contemplam a imponente cúpula do Instituto de França, de frente para o Louvre, mas poucos sabem o que se esconde por trás dessa fachada. É justamente ali que fica sediada a Académie française, guardiã da língua francesa há quase quatro séculos.
Fundada no século XVII, reúne 40 académicos, conhecidos como os "Imortais", incumbidos de defender, enriquecer e fazer evoluir a língua francesa. Por trás dessa missão tão conhecida esconde-se um universo feito de tradições, cerimônias solenes, bibliothèques historiques e de salas habitualmente fechadas ao público.
A Academia Francesa foi oficialmente fundada em 1635 pelo cardeal Richelieu, principal ministro de Luís XIII. No início, um pequeno grupo de escritores reunia‑se de forma informal para debater a literatura e o estilo. Richelieu decide submeter esses encontros à autoridade do rei, com o objetivo de criar uma instituição encarregada de fixar as regras da língua francesa.
Essa missão permanece, ainda hoje, no núcleo de sua atividade. A Academia trabalha, em especial, na elaboração de seu Dicionário da Academia Francesa.
Um dos apelidos mais célebres da Academia é também um dos mais mal interpretados. Os membros da instituição são chamados de Imortais, não porque permaneçam simbolicamente após a morte, mas em referência ao lema "À imortalidade", gravado no selo da Academia desde a sua criação. Este lema evoca a permanência da língua e das obras do espírito, mais do que a dos indivíduos.
Outra tradição famosa: cada um dos 40 acadêmicos ocupa uma cadeira numerada. Quando um membro falece, a sua cadeira fica vaga até a eleição do seu substituto. Grandes nomes da literatura e das ciências, como Victor Hugo, Alexandre Dumas fils, Marguerite Yourcenar e Simone Veil, ocuparam assim um desses assentos prestigiosos.
Na imaginação coletiva, a Academia Francesa costuma ser associada ao seu traje verde, bordado com ramos de oliveira, e à espada entregue a cada novo acadêmico. Contudo, esses símbolos representam apenas uma ínfima parte de sua atividade. A cada semana, os academics reúnem-se em sessão sob a Cúpula para examinar palavras, debater definições, votar certas decisões e prosseguir com a redação do dicionário.
Este trabalho, particularmente minucioso, mobiliza igualmente as equipas administrativas e os especialistas que acompanham a instituição. A Academia concede, além disso, todos os anos numerosos prêmios literários e apoia diversas ações a favor da língua francesa.
Os bastidores da Académie française também escondem espaços amplamente desconhecidos pelo grande público. No seio do Institut de France encontra‑se uma rica biblioteca patrimonial, salas de trabalho, salões históricos e arquivos que preservam manuscritos, correspondências e documentos que remontam a vários séculos de história intelectual.
Esses espaços, geralmente reservados aos acadêmicos, aos pesquisadores e aos profissionais, participam da missão de conservar e transmitir o patrimônio cultural francês.
Durante mais de três séculos, a Academia Francesa não contou com nenhuma mulher entre seus membros. Foi preciso esperar até 1980 para que Marguerite Yourcenar se tornasse a primeira mulher eleita entre os “Imortais”. Sua eleição marcou uma virada histórica na trajetória da instituição.
Desde então, várias mulheres se integraram à Academia, entre elas Jacqueline de Romilly, Hélène Carrère d'Encausse, Florence Delay, Danièle Sallenave e Simone Veil, contribuindo para a abertura gradual de uma instituição que durante muito tempo permaneceu exclusivamente masculina.
Sim, mas de forma muito limitada. A Academia Francesa tem sede no Instituto de França, cujo alguns espaços são acessíveis durante visitas guiadas organizadas ou a propósito das Jornadas Europeias do Patrimônio. Em determinados períodos, essas visitas permitem, entre outros, conhecer a famosa Cúpula, a Biblioteca Mazarine, algumas salas históricas e vários salões de recepção.
Por outro lado, os bastidores reais da Academia (a sala onde ocorrem as sessões semanais, os espaços de trabalho dos académicos, os arquivos internos e os escritórios administrativos) geralmente não estão abertos ao público. Esses locais permanecem reservados aos membros da instituição e aos seus colaboradores.
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Datas e horário de abertura
Próximos dias
Domingo :
de 9h a 18h
Segunda-feira :
de 9h a 18h
Terça-feira :
de 9h a 18h
Quarta-feira :
de 9h a 18h
Quinta-feira :
de 9h a 18h
Sexta-feira :
de 9h a 18h
Sábado :
de 10h a 18h
Localização
Instituto de França
23 Quai de Conti
75006 Paris 6
Planeador de rotas
Site oficial
www.institutdefrance.fr















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