Situada na linha 3 do metrô de Paris, no 11º arrondissement, a estação Parmentier presta homenagem a Antoine Parmentier, o famoso farmacêutico e agrônomo que teve papel decisivo na difusão da batata na França. E a própria estação guarda várias referências à sua história. Uma delas está bem diante dos seus olhos… ou melhor, nas paredes das plataformas.




Nos anos 1990, a RATP moderniza a decoração da estação, sem abrir mão de manter a sua identidade. As antigas placas metálicas são substituídas por uma estrutura em treliça de desenho muito particular. Esse motivo não é banal: remete às malhas das redes nas quais tradicionalmente eram vendidas as batatas.
Um aceno tão discreto que milhares de viajantes passam todos os dias diante dele sem perceber. No entanto, assim que é notado, torna-se impossível olhar para essas paredes da mesma forma.
Aliás, as redes são apenas um elemento de uma cenografia bem mais abrangente. A estação Parmentier faz parte das estações temáticas do metrô de Paris. No cais, em direção a Gallieni, uma estátua de Antoine Parmentier recebe os viajantes. Mais adiante, vários painéis revelam a história da batata, sua chegada à França e as diferentes variedades cultivadas. Também há vitrines exibindo objetos da América pré-colombiana, berço deste tubérculo que durante muito tempo foi pouco conhecido na Europa. Um mosaico que representa uma planta de batata completa essa cenografia original.
Inaugurada em 1904, a estação deve o seu nome à Avenida Parmentier, batizada em homenagem a Antoine Parmentier (1737-1813). Pharmacien militaire, nutricionista e agrônomo, ele dedicou-se a convencer os franceses das qualidades nutritivas da batata, ainda mal reconhecida na época. Graças às suas demonstrações e a várias experiências que ficaram célebres, esse tubérculo acabou por entrar nos hábitos alimentares.
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